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5 de mai. de 2013

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena Extra (Oberon e Puck)
Oberon: Não disse que meu plano daria certo.
Puck: É, apesar de louco o Sr. tem sorte.
Oberon: Ora Puck! Já disse para não me chamares de louco.
Puck: Desculpe mestre, não chamar-te-ei de louco. Só de maluco.
Oberon: Até posso ser maluco, mas eu tenho o prêmio Nobel da paz. Depois de duras negociações no oriente médio, a paz reinou. Agora só falta resolver os problemas entre os “tucanos” e os “trabalhadores”.
Puck (mostrando a poção): Com essa ajudinha aqui até eu consigo, não só fazer um Sheik árabe e um 1º ministro virarem amantes secretos, como fazer um “roqueiro” casa-se com um “pagodeiro”.
Notas do autor.
Sobre a cena extra:
Esta é uma cena descartável dependendo da visão do diretor. Pode-se também fazer uma cena improvisada sobre a sua ideia.
Sobre a intenção desta releitura:
Tentei captar apenas o que achei interessante do texto original, sem pretensão de reescrever, blasfemar ou plagiar o autor. Quis apenas destacar a magia dos personagens envolvidos.

28 de abr. de 2013

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XX (Hérmia, Lisandro, Helena e Demétrio).
Lisandro (acordando): Ai minha cabeça! Onde estou?
Hérmia (acordando): Você se esqueceu? Nós iríamos fugir.
Helena (no outro lado acordando): Demétrio acorde!Vamos diga que não foi sonho.
Demétrio (acordando): O que está acontecendo?
Hérmia: Tive um sonho meio estranho. Você se apaixonava por helena passando a me odiar.
Lisandro: Que sonho louco. Imagine, eu jamais me apaixonaria por Helena. Se bem que...
Hérmia: O que?
Hérmia: Como assim?
Lisandro: A diferença é que no meu um carinha meio cientista maluco é que armou tudo, só que para Demétrio e Helena ficarem juntos.
Hérmia: Isso seria um sonho...
Helena: Então quer dizer...
Demétrio: Sim! Por algum motivo que desconheço, talvez pela preocupação ou medo de perder você para Lisandro, me apaixonei por ti, e amanhã mesmo acertarei os papeis do casamento.
Helena: Só pode ser um sonho.
Demétrio: É! O verão tem dessas coisas. Vejas és Lisandro e Hérmia (aos dois) Tenho uma surpresa...
Hérmia: Nem comece. Não adianta, não me casarei contigo.
Lisandro: Podes chiar a vontade, mas se precisar tentaremos nova fuga
Helena: Calma a surpresa é boa.
Demétrio: Sim! Maravilhosa! Que achas de serem padrinhos do nosso casamento?
Lisandro e Hèrmia: Não foi sonho?
(fecham as cortinas)

14 de abr. de 2013

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XIX (Puck á parte; Lisandro, depois Demétrio, Helena, Hérmia).
Lisandro: Ah! Estou exausto. Helena sumiu. Estou morrendo de sono e de sede. Ainda bem que sou prevenido e trouxe minha garrafinha d‘água.(tira uma garrafa com seu nome e põe de lado; Puck aproveita e insere o remédio dentro. Bebendo) Como é bom beber água... nossa, estou com sono... acho que vou ...
(dorme, Puck arrasta-o para um lugar á parte)
Puck: Um já foi, e lá vem o outro.
(entra Demétrio)
Demétrio: Onde se esconde aquele covarde. Ah! Quando eu o encontra-lo... (pega a garrafa) Veja está com o nome dele... Mas e ele onde está... Com o cansaço e sede que eu estou... (bebe) Que gosto estranho... porque me veio na mente a música “Aponte de Londres está caindo está caindo...”
(dorme; Puck volta com um garrafão d‘água)
Puck (enchendo a garrafa d‘água e remédio): Bom! Já que está me dando sorte...
(arrasta Demétrio; entra Helena)
Helena: Ainda não sei por que não vou embora? Quem tu queres enganar Helena? Zombaria ou não, até que tu gostaste de ver dois homens aos teus pés... por falar neles...(pega a garrafa e bebe) Acho que Lisandro não vai se importar, já que se diz apaixonado... que sono... não posso dormir aqui nessa...
(dormi; Puck arrasta-a perto de Demétrio)
Puck: Só falta uma.
(se esconde; entra Hémia)
Hérmia: Estou cansada de procurar Lisandro. Talvez fosse melhor não encontra-lo já que não me amas... A garrafinha que eu lhe dei de presente, que bonitinha, então não deves estar longe... (bebendo) Meu amor, me espere que eu vou...
(dorme; Puck põe ao lado de Lisandro)
Puck: Agora sim tem que dar tudo certo. Depois desta noite, num verão maravilhoso, poderia eu estar dormindo na minha cama. Me aposentarei. É, não quero mais saber de cientistas malucos, vou virar é agente de namoro.
(sai)

31 de mar. de 2013

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XVII (Oberon e Puck)
Oberon: Ora Puck! Viste a confusão que fizeste? Agora terás que arrumar uma maneira de corrigir seu engano.
Puck: Mas como farei? Não sei o que fazer.
Oberon: Não tenho nada com isso; mas acredito que se fazerem eles dormirem talvez...
(sai)
Cena XVIII (Puck)
Puck: Agora “danou-se”! Como faze-los dormir? Só se eu der uma “cacetada” neles. Boa ideia! Não! Assim eles me veriam. Já está amanhecendo. Está ai a solução! Eles passaram a madrugada toda sem dormir. É só conseguir dar meu remédio contra insônia e pronto está tudo resolvido. Mas farei isto como?
(se esconde entra Lisandro)

10 de mar. de 2013

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XVI (Os mesmo e Hérmia)
Hérmia: Ainda bem que te encontrei... Porque me deixou tão duramente?
Lisandro: Porque havia de ficar aquele a que o amor impede a ir para outro lugar?
Hérmia: E o que poderia separar-te de mim?
Lisandro: O meu amor por Helena. Não me procures, pois dedico a ti ódio, o que me obrigou a deixar-te.
Hérmia: Não fales o que não pensas; é impossível.
Helena: Até tu, que dedico a maior das amizades, estás fazendo parte deste despautério.
Hérmia: Do que está falando?
Helena: Não induzistes Lisandro a seguir-me para elogiar-me. Não obedece também a instigação tua, ao Ter-me Demétrio, que a pouco me repelia, a qualificar-me de Deusa? Por que Lisandro renega teu amor fazendo-me homenagens?
Hérmia: Não compreendo o que queres dizer.
Helena: Continuam a fingir. Mas tenho certeza que ao virar de costas, fazem sinais, para que me tomem por objeto de vossas zombarias. Mas, adeus. Em parte, é minha culpa.
Lisandro: Fique Helena; escuta minha justificação meu amor.
Hérmia: Meu caro, para de zombar dela assim.
Demétrio: Se tuas suplicas não conseguem, eu saberei obriga-lo.
Lisandro: Tuas ameaças são tão impiedosas quanto os rogos... Helena: eu te amo, juro por minha vida. Juro que mente quem dizer-te que não a amo.
Demétrio: Juro que amo-te mais do que ele pode amar-te.
Lisandro: Se manténs isto, vens aqui e prova-o também.
Demétrio: Imediatamente!
Hérmia: O que queres dizer Lisandro?
Lisandro: Afasta-te, etíope.
Hérmia: Não está brincando?
Helena: Sim, sem dúvida, e tu também.
Lisandro: Demétrio, manterei minha palavra.
Demétrio: Não confio em tua palavra.
(ameação a brigar. Hérmia impede)
Lisandro (á Hérmia): Saia! Ou então devo feri-la.
Hérmia: pior que isto só odiar-me.
Lisandro: Odeio-te não quero mais te ver, amo Helena.
Helena: Deveria ir, pois estão fazendo-me de fantoche.
Hérmia: E porque não vais?
Helena: Um coração insensato que deixo atrás de mim. Que é Demétrio.
Lisandro: Vejamos qual de nós dois tem mais direito sobre Helena.
(sai)
Demétrio: Seguirei-te! Irei contigo cara a cara.
(sai)
Hérmia: És tu, a causa de tudo isto.
Helena: Não me fio em ti e não ficarei mais tempo em tua companhia.
(sai)
Hérmia: Estou assombrada e não sei o que dizer.
(sai)

17 de fev. de 2013

Teatro: A porção de amor de Oberon

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XV (Oberon e Puck a parte; Helena, Lisandro e Demétrio)
Lisandro: Por que imaginas que só para ridicularizar-te que peço teu amor? A brincadeira e a diversão nunca têm lágrimas nos olhos. Tudo em mim traz a selo da boa fé. Como pode trazer nele sinais de desprezo?
Helena: Continua tua pérfida com sumo talento. Essas homenagens pertencem a Hérmia. Renuncias a ela? A homenagem que lhe tributas e a que me oferecem agora, posta uma e outra nos braços da balança, têm igual peso: as duas são tão leves como fábulas.
Lisandro: Havia perdido a razão quando lhe jurei amor.
Helena: Não, tu a perdeste agora que a abandonaste.
Lisandro: Demétrio a ama, e não te ama.
Demétrio (acordando): Ó helena, Deusa perfeita! Como são tentadores teus lábios, cereja madura para o beijo! Deixe-me beijar essa maravilha de alvura.
Helena: Que inferno! Todos querem fazer de mim objeto de vossos divertimentos. Se fosses homem não me insultariam assim. Uni-vos para ridicularizar-me. Fazerem-me juramentos e exaltarem-me além de meus méritos, quando estou certa de que me odiais de todo coração! São rivais no amor por Hérmia e rivalizais em ardor para insultar-me. Sublime façanha.
Lisandro: Teu proceder é pouco generoso, Demétrio. Cessa de assim agir, já que amas Hérmia. Não o ignoro, bem sabeis, e aqui declaro que com toda a sinceridade que renuncio em teu favor, a todos os meus direitos ao amor de Hérmia. Renuncia em meu favor a toda pretensão ao amor de Helena, a quem amo e amarei até a morte.
Helena: Nunca vi tamanha falsidade.
Demétrio: Lisandro, fica com tua Hérmia; eu não a quero. Se algum dia eu a amei, todo esse amor se desvaneceu. Meu só teve nela como um conviva. Agora voltou-se à Helena para fixar-se eternamente.
Lisandro: Helena não é verdade.
Demétrio: Não procure diminuir sentimentos que não conheces, ou teme pagar caro a audácia... ai vem tua amada.
(entra Hérmia)

14 de jan. de 2013

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XIV (Oberon e Puck)
Oberon: Ora Puck seu idiota! Fizeste tudo errado! Não fazes nada direito. Não era assim que tinha que acontecer.
Puck: Desculpe, deve ter sido o sono, e mais, esse negócio de porção do amor me confundiu. É muita loucura pra mim.
Oberon: Tu terás que corrigir teu engano.
Puck: Como?
Oberon: Estou ouvindo os outros dois chegarem, use a porção neste, assim quando acordar...
(esconde-se)
Puck: Então serão dois a cortejar uma mulher ao mesmo tempo. Só isso já será diversão única, e nada me dará mais prazer.
(aplica a porção e esconde-se)

9 de dez. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XIII (Os mesmo á parte; Demétrio e Hérmia)
Demétrio: Por que me rejeitas tão rudemente quem ti ama com tanto ardor? Guarde esses murmúrios amargos para teu inimigo.
Hérmia: Limito-me em mostrar meu desprezo. E não jogues indireta, pois não acredito que Lisandro me deixaria dormindo sem um bom motivo.
Demétrio: É a da vitima ferida no coração por tua crueldade e, contudo brilhas tão bela e clara.
Hérmia: Que tem isso com Lisandro? Onde ele estás?
Demétrio: Preferiria dar sua carcaça para aos meus cães.
Hérmia: Para longe de mim! Por piedade dizei-me a verdade.
Demétrio: Que recompensa receberia se pudesse responder-te?
Hérmia: O privilégio de nunca mais me ver. Fujo de tua odiosa presença.
(sai)
Demétrio: Inútil segui-la no estado de irritação em que se encontra. Descansemos aqui por alguns instantes.
(adormece)

8 de nov. de 2012

Teatro: A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão) Cena XII

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XII (Oberon e Puck)
Oberon: Ora Puck! Onde estás? Espero que não estejas dormindo? Será que deu certo? Minha Porção do amor nunca daria errado. Pelo menos eu acho.
Puck: Boa noite mestre tudo “em cima”?
Oberon: Ora Puck! Onde estavas? Deu tudo certo? Ah! Minha porção é uma maravilha, é ou não é? Vamos! Diga!
Puck: Se o Sr. deixar eu digo.
Oberon: Deixes de palhaçada e diga como foi.
Puck: Encontrei o rapaz viajante dormindo, e próximo a ele a moça. Apliquei a porção, se isto funcionar mesmo, ao acordar ela dará de cara com ele pronto!
Oberon: É claro que funciona. Parece-me que ele está vindo.
Puck: A moça sim, mas ele...
(se escondem)

19 de out. de 2012

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão) Cena XI

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena XI (Demétrio e Helena sem perceber a presença de Hérmia e Lisandro)
Demetrio: Porque ainda me seguis? Já não basta eu ter acreditado em ti Quando me falaste que Lisandro e Hérmia estavam querendo fulgir? Onde estão?
Helena: Juro pelo meu grande amor por ti que estavam tramando uma fuga.
Demétrio: Como não os acho, vou-me embora.
(sai)
Helena: Não!! Não fujas meu amor. (percebe a presença de Lisandro) Serás que está morto ou adormecido? Não vejo sangue nem ferida. Acorde! Acorde!
Lisandro: E me atirai no fogo por teu doce amor! Diáfana Helena! A natureza colocou em ti suas perfeições, pois, através de teu peito, me deixa ver teu coração. Onde está Demétrio? Esse nome vil é feito para padecer.
Helena: Não diga isso Lisandro! Que importa que ame vossa Hérmia? Senhor que importa? Hérmia somente te ama. Deveis estar contente.
Lisandro: Contente com Hérmia? Não, lamento os fastidiosos minutos que passei com ela. Não é Hérmia, é Helena a quem amo. Quem não trocaria um corvo por uma pomba? A vontade do homem é governada pela razão; e a razão diz que és tu mais digna. As coisas só amadurecem na sua estação; assim, eu, que era jovem, até agora não havia amadurecido a razão. Chegando agora ao cimo da experiência humana, minha razão domina minha vontade e me conduz para seus olhos, onde leio uma história de amor, escrito no mais rico livro amoroso.
Helena: Não nasci para sofrer este cruel ridículo. Quando mereci de vós tais ironias? Vós me ultrajais, sem dúvida, cortejando-me de modo tão desdenhoso. Mas adeus! Porque eu rejeitada por um homem devo ser insultada por outro?
(sai)
Lisandro (olhando para Hérmia): Hérmia... Assim como o excesso de guloseimas causa ao estômago irreversível repugnância, fez em mim o ódio nascer. E que todas as minhas faculdades consagram seu poder e seu amor, para honrarem a Helena.
(sai)
Hérmia (acordando): Socorrei-me Lisandro! Socorrei-me! Estavas sonhando meu... Lisandro! Como! Desapareceu? Meu Deus! Preciso encontrar-te ou então me mato.
(sai)

4 de set. de 2012

Teatro:A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão) Cena X


A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena X (Hérmia e Lisandro com uma mala; Puck á parte)
Hérmia: Você disse que ele estaria aqui.
Lisandro: Pedro Marmelo deve ter tido problemas.
Hérmia: O que faremos? Deixei cartas de despedida, não posso voltar atrás.
Lisandro: O que achas de um acampamento? Podemos dormir aqui.
Hérmia: Não acredito que vou dormir aqui como uma mendiga.
Lisandro: Qual é o problema, podemos dormir juntinhos.
Hérmia: Você vai dormir longe de mim.
(dormem em lugares distintos.)
Puck: Deve ser este. Quisera eu poder, dormir agora. Não sei se este traje é elegante, mas esta mala é de viajante. (aplica a porção) Pronto, está feito, meu Mestre ficará orgulhoso; a quem é que eu estou enganando, só ele para achar que isto vai dar certo.
(sai)

10 de ago. de 2012

Teatro: A porção de amor de Oberon Cena IX

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena IX (Puck)
Puck: Meu Deus! Eu aqui morrendo de sono e esse louco só me mete em confusão. Como vou encontrar este que usa trajes elegantes. Ora não sou nenhum cão farejador para ficar caçando gente neste parque chinfrim. Não é a toa que expulsaram este louco da comunidade cientista. Porção do Amor! Só um louco traumatizado para inventar isto. Mas é ele quem paga meu salário.
(entra Lisandro e Hérmia;Puck se esconde

16 de jun. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena VIII (Oberon e Puck que entra de repente)
Puck: Mestre! Porque me chamaste aqui neste lugar tão horrível? Já tinha até tomado meu remédio para insônia.
Oberon: Ora Puck! Que susto! E quem és tu para julgar os lugares aonde vou. E acho bom ficar acordado
Puck: Desculpe-me mestre. Eu não quis julgá-lo, mas é que aqui...
Oberon: Cale a boca! Quando te tirei das ruas tu não eras tão exigente.
Puck: Não me lembre disto! Mas o Sr. não teve escolha, já que a comunidade cientista proibira todos os alunos do mundo a serem seus assistentes.
Oberon: Chega de conversa e vamos ao que interessa: veja a minha Porção do Amor, hoje finalmente a experimentaremos, já tenho as cobaias.
Puck: Quem são os coitados... Quer dizer, as cobaias?
Oberon: Um casal: ela bela jovem e corre atrás dele, apaixonadamente, como um cachorro corre atrás da cadela no cio; ele a detesta, e esta apaixonado por outra.
Puck: E como o reconhecerei?
Oberon: Ele está usando um traje elegante como se fosse viajar, e está acompanhado de uma bela mulher.
Puck: Deixa comigo.
(sai Oberon)

26 de mai. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena VII ( Helena, Demétrio. Oberon à parte.)
Demétrio: Não te amo, portanto, não me persigas. Onde estão Lisandro e a bela Hérmia? Tu me disseste que eles haviam se refugiado neste Parque. Aqui estou. Vai-te embora e não me sigas mais!
Helena: Tu me atrais imã de coração. Deixai vosso poder de atração e não terei poder para seguir-te.
Demétrio: Eu te atraio? Eu te encorajo? Ou, pelo contrario, não te digo claramente que não te amo nem posso amar-te?
Helena: É por isso mesmo, que eu vos amo mais ainda. Sou vosso lebréu e quanto mais me bateres, Demétrio, mais vos acariciarei. Tratai-me como vosso lebréu; desprezai-me, batei-me; mas por indigna que seja, permita-me, ao menos, que te sigas. Que lugar mais humilde em vosso amor posso mendigar quando peço que me trateis como vosso cão? E, no entanto, é para mim, um lugar altamente desejável.
Demétrio: Não exasperas demais o ódio de minha alma, pois fico doente quando olho para ti.
Helena: E eu fico doente quando não olho para ti.
Demétrio: Não quero discussões contigo; deixa-me ir, ou se me seguires fica certa de que te ultrajarei.
(sai)
Helena: Seguir-te-ei e, fazendo um céu de um inferno morrerei nas mãos de quem tanto amo.
(sai)

15 de mai. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena VI (Oberon)
Oberon: Ah! O que tenho na minha mão, mudará o mundo! Mudará a vida das pessoas e principalmente a vida dos amantes. É, os amantes, eles que ficam a rir de qualquer coisa, a chorar de emoção e a doar seus sentimentos acima de tudo e de todos. Mas é claro que existem aqueles que não são correspondidos; estes sofrem, não só porque não são amados, mas porque muitas vezes amam outras pessoas. Ah! Bela Tisbe da minha infância! Oferecia-te meu lanche no recreio e você dava ao Píramo; Quando pedia minha borracha emprestada, era para o Píramo. Ah Tisbe! Desde então meu pensamento foi só um: criar uma maneira para que os amores não correspondidos, não existam mais; e mesmo os outros cientistas me chamando de louco, insano, criei uma verdadeira Porção do Amor. Agora os amores não correspondidos não mais existirão.
(entram Helena e Demétrio)

30 de abr. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena V (Helena)
Helena: Como há alguns seres mais felizes que os outros! Sou considerada tão bela quanto Hérmia. Mas, o que adianta? Demétrio assim não pensa. Não quer ver o que todos vêem. (pausa) O amor pode transformar coisas baixas e vis, em dignas. O Amor não enxerga com os olhos, mas com a alma, e por este motivo o alado cupido aparece cego nas pinturas. Dizem que o amor é uma criança, porque na escolha erra freqüentemente. Assim, como as crianças travessas infringem, nas brincadeiras, os juramentos feitos, assim o jovem amor é perjuro em todas as partes. Porque antes que Demétrio visse os olhos de Hérmia, fartou-se de juramentos, garantindo-me que era somente meu; era uma saraivada de promessas; mas aos primeiros ardores que Hérmia lhe fez sentir, a saraivada se dissolveu e todos os juramentos foram desfeitos. Vou revelar-lhe a fuga da bela Hérmia. Então ele virá hoje à noite aqui, para procurá-la; e com esse aviso conseguirei que me de um agradecimento o que me fará ricamente recompensada.
(sai)

22 de abr. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena IV (os mesmo e Helena)
Hérmia: Que Deus guarde a bela Helena!
Helena: Estás me chamando de bela? Não torne a dizer isto. Demétrio ama tua beleza; feliz beleza. Seus olhos são estrelas polares e o doce som de tua voz tem mais harmonia do que o canto da cotovia. Se assim acontecesse as tuas graças a minha... Ensina-me como enfeitiças e com que artes diriges os impulsos do coração de Demétrio.
Hérmia: Faço-lhe cara feia e mesmo assim ainda me ama.
Helena: Se pudesse aprender teus sorriso...
Hérmia: Eu o amaldiçôo e, contudo, ele me ama.
Helena: Se minhas suplicas pudessem obter semelhante afeição...
Hérmia: Quanto mais o odeio, tanto mais ele me segue.
Helena: Quanto mais o amo, mais ele me odeia.
Hérmia: Se estás louco, Helena, a culpa não me cabe.
Helena: Não, mas a tua beleza. Quem me dera que essa culpa fosse minha!
Hérmia: Consola-te: não mais verá meu rosto. Lisandro e eu vamos fugir daqui. Antes de conhecer Lisandro esta cidade me parecia um paraíso. Que encanto possui o amor, para assim mudar o céu em inferno.
Lisandro: Helena vamos revelar-te nossos projetos. Hoje à noite, quando a beleza da lua cheia ocupar o lugar das estrelas, hora propícia para a fuga dos amantes, resolvemos atravessar furtivamente os limites da cidade.
Hérmia: E neste parque onde muitas vezes tu e eu, rendidas sobre humildes leitos de primavera esvaziamos o doce segredos de nossos corações, meu Lisandro e eu nos encontraremos para fugir. Adeus, querida companheira de meus brinquedos! Rogai por nós, e que a boa sorte te conceda teu Demétrio.
(sai)
Lisandro: Adeus Helena! Espero que Demétrio te ame tato quanto o amas.
(sai)

8 de abr. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena III (Hérmia e Lisandro)
Lisandro: Que achas de fugir?
Hérmia: Uma ótima idéia.
Lisandro: Pois meu amigo, Pedro Marmelo, que é carpinteiro na cidade vizinha, está em nossa cidade e voltará a sua à noite. Podemos ir com ele.
Hérmia: Como faremos?
Lisandro: Hoje de madrugada abandonas a casa de teu pai e te espero aqui, neste parque aonde iremos com Pedro Marmelo para longe.
(entra Helena)

25 de mar. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon (O sonho novo de uma noite de verão)
Cena II (os mesmos mais Demétrio)
Demétrio: O que fazes tu minha futura esposa, com este cretino?
Lisandro: Ora seu pulha, quem és tu para falar assim comigo? Achas que estamos no colégio, e não posso quebrar-te a cara?
Demétrio: Pois tente.
(ameaçam uma briga. Hérmia separa)
Hérmia: Não briguem pelo amor de Deus.
Lisandro: Foi ele quem começou.
Demétiro: Ele que é um idiota.
Hérmia: Não quero saber. E Demétrio porque me torturas assim? Eras noivo de Helena. Case-se com ela.
Demétrio: Ela é sem sal sem pimenta. Tu não; tu és engraçada, ao mesmo tempo séria; tu és serena, ao mesmo tempo turbulenta...
Lisandro (ao Demétrio): Tu és chato, ao mesmo tempo insuportável.
(ameaçam a brigar, Hérmia separa)
Hérmia: Vai-te embora Demétrio.
Demétrio: Só vim chamar-te, porque teu pai pediu.
(sai)

13 de mar. de 2012

Teatro

A porção de amor de Oberon
(O sonho novo de uma noite de verão)
Releitura: Michael Bonadio
Personagens:
Demétrio
Helena
Hérmia
Lisandro
Oberon
Puck
Cenário
Parque, praça ou jardim municipal. Com um banco ao centro do palco e arvores em volta.
Cena 1 (entram Hérmia e Lisandro)
Lisandro: Hérmia meu amor, que há? Porque vossas faces estão pálidas? Que aconteceu que as rosas ali existentes murcharam neste verão maravilhoso?
Hérmia: Acredito que seja por falta de água da chuva. Poderia assim regá-las abundantemente com as de meus olhos. De acordo com tudo que pude ler na história ou aprendi pela tradição, o verdadeiro amor nunca seguiu seu curso fácil.
Lisandro: Sejas mais clara.
Hérmia: Demétrio foi pedir minha mão ao meu pai.
Lisandro: Que coisa mais cafona. E seu pai...
Hérmia: Aceitou.
Lisandro: E você não fez nada?
Hérmia: Pedi, implorei, mas Demétrio é rico, meu pai está em decadência.
Lisandro: Mas também sou rico, se este for o motivo...
Hérmia: Você não é dono da “Teseu e Hipólita Cia S/A”.
Lisandro: E?
Hérmia: Meu pai é fanático por esta empresa, assim como um fanático torcedor sofre pelo seu time, sem receber nada em troca. Trabalhou lá, sua vida inteira e acredita que me casando com Demétrio pode conseguir um cargo importante.